quarta-feira, 10 de julho de 2013

A greve e os direitos

A democracia assegura o direito de greve e ao mesmo tempo regula como deve acontecer e onde não pode acontecer - como na saúde, segurança, enfim, nos serviços essenciais. Os atos grevistas igualmente não podem ameaçar as pessoas ou danificar a propriedade. Ou seja, direitos e deveres. Por isto, tomara que a greve geral desta quinta-feira respeite a ordem civil, ou não terá força moral para o que pretende. Uma das reivindicações é a redução dos impostos. Neste ano o brasileiro ralou 150 dias para os tributos, enquanto o norte-americano trabalhou 102 dias. Nada contra os impostos, desde que retornem em bons serviços públicos sem as parasitas da corrupção. A própria Bíblia orienta: "Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades". Mas faz uma ressalva: "Quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de Deus". Os deveres, logicamente, são a justiça social. Por isto a advertência bíblica: "Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça". Nos tempos do profeta Amós, uns 600 anos antes de Cristo, não faltaram denúncias: “Vocês exploram os pobres e cobram impostos injustos das suas colheitas (...) Vocês maltratam as pessoas honestas (...) Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam”.  Hoje, no país que é oitava economia do mundo, o povo morre nos corredores dos hospitais, padece na ignorância sob os efeitos de um ensino público precário, endivida-se até o pescoço no engano consumista e nos juros abusivos. Pois neste mundo criado e mantido por Deus, o "não furtarás" sempre regerá a economia. Aos cristãos Lutero deixou uma explicação: "Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não tirar ao nosso próximo o dinheiro ou os bens, nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificados ou negócios fraudulentos; mas devemos ajudá-lo a melhorar e conservar os seus bens e o seu meio de vida". 



Pastor Marcos Schmidt

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